Dupla discriminação
Idadismo e LGBTfobia estrutural se sobrepõem e intensificam vulnerabilidades ao longo da vida.
Pesquisa acadêmica · Edital Envelhecer com Futuro 2026
Mapeamento da rede de suporte social
Tornar visíveis as redes de afeto, cuidado e pertencimento que sustentam as velhices em toda a sua diversidade.
O ponto de partida
Idadismo e LGBTfobia estrutural se sobrepõem e intensificam vulnerabilidades ao longo da vida.
O Censo 2010 registrou cerca de 58 mil uniões homoafetivas, mas sem cruzamento com dados etários.
Sem identificação nas métricas oficiais, o grupo permanece fora de parte das políticas públicas.
Uma nova lógica de cuidado
Redes de apoio baseadas em afinidade e comunidade — não apenas em laços consanguíneos.
Para pessoas idosas LGBTQIA+, essas relações podem ser a principal ou única rede de suporte. Embora altamente eficazes, ainda são pouco reconhecidas pelos sistemas formais de saúde e assistência social.
“Famílias de escolha”: Weston (1991). Impactos mais intensos entre mulheres lésbicas idosas, pessoas negras LGBTQIA+ e pessoas trans e não binárias.
O instrumento
A Escala de Rede de Suporte Social de Idosos tem evidência psicométrica para a população idosa geral. O projeto investiga sua validade para pessoas LGBTQIA+.
Base sólida para avaliar redes de apoio na população brasileira.
Arranjos afetivos e comunitários centrais podem não estar representados.
Uma medida inclusiva orienta intervenções e políticas públicas mais justas.
Objetivo geral
Investigar as evidências de validade da ERSSI em pessoas idosas LGBTQIA+, assegurando que o instrumento mensure com equidade suas redes de suporte social.
Como a pesquisa acontece
Com psicometria avançada e análise das propriedades do instrumento.
Autoidentificadas como LGBTQIA+ e com acesso à internet.
Com coletivos de diversidade, redes de apoio e mídias sociais.
Conforme as Resoluções CNS nº 466/2012 e nº 510/2016.
Coleta em andamento · agosto de 2026
Os números abaixo são descritivos e não representam conclusões finais da validação.
Resultados preliminares · escala de 1 a 5
Familiares ainda formam a rede mais forte, mas as amizades aparecem quase tão relevantes. O suporte de vizinhos é o mais fraco dos três domínios.
O apoio familiar médio é menor entre respondentes LGBTQIA+, enquanto o suporte de amigos praticamente se equipara entre os grupos — um possível sinal do papel compensatório das famílias de escolha.
Resultados preliminares, com coleta em andamento. A ERSSI ainda está em processo de validação específica para a população idosa LGBTQIA+.
Ao final da coleta
Instrumento validado e livre de vieses psicométricos.
Subsídio técnico para ações inclusivas no SUS e no SUAS.
Inserção dessas redes nas métricas oficiais de saúde.
Avanço da agenda de diversidade e envelhecimento no Brasil.
Quem faz a pesquisa
Mestra e doutoranda em Gerontologia (EACH/USP). Assistente social e gestora em saúde pública.
Mestra e doutoranda em Gerontologia (EACH/USP). Formação em Pesquisa Clínica pela Harvard T.H. Chan School of Public Health.
Docente do PPG em Gerontologia da EACH/USP e vice-coordenadora da Graduação.
Docente de Análise de Dados no PPG em Gerontologia e pós-doutor em Psicometria.
Reportagens e entrevistas
TV Cultura · Jornal da Cultura
A pesquisa sobre a rede de suporte social de pessoas idosas LGBTQIA+ foi mencionada em uma reportagem do Jornal da Cultura.
Assistir no YouTube (abre em nova aba, a partir de 43min28s)Se o vídeo não carregar, use o botão “Assistir no YouTube”.
Longe Talks · Entrevista
Desiree Rodrigues da Veiga e Camila Rocha Ferreira participam de uma conversa sobre o projeto e as redes de suporte social no envelhecimento.
Assistir à entrevista (abre no YouTube em nova aba)Se o vídeo não carregar, use o botão “Assistir à entrevista”.
Envelhecer com Futuro
Esta pesquisa foi selecionada na 5ª edição do Edital Acadêmico de Pesquisa: Envelhecer com Futuro , iniciativa do Itaú Viver Mais, em parceria com o Portal do Envelhecimento e Longeviver.
O edital tem como objetivo fomentar a produção de conhecimento sobre o envelhecimento e a longevidade, apoiando pesquisas acadêmicas que contribuam para ampliar a compreensão sobre as diferentes experiências de envelhecer no Brasil.
A realização desta pesquisa conta com recursos provenientes deste edital.
Saiba mais sobre o edital
Divulgação científica
Onde a pesquisa já esteve — diálogo com a comunidade, a rede de serviços e a academia.
“Redes de suporte social da população idosa LGBTIA+: desafios e configurações contemporâneas”, com Camila Rocha Ferreira.
Online · Google Meet
“Contribuições da Gerontologia para a atenção à saúde da população idosa LGBTQIAP+”.
Instrumentos para análise das vivências de pessoas idosas LGBTQIA+, com Camila Rocha Ferreira e Desiree Rodrigues da Veiga.
“Avaliação de Rede de Suporte Social para pessoas idosas no Brasil”, apresentada por Camila Rocha Ferreira.
Online · Google Meet
“Mapeamento da Rede de Suporte Social da População Idosa LGBTQIA+”, apresentada por Camila Rocha Ferreira.
Presencial · Parque Ibirapuera, SP
“A subnotificação dos transtornos emocionais em idosos: impacto da validade dos instrumentos de avaliação na estimativa da prevalência de ansiedade e depressão”, com Desiree Rodrigues da Veiga.
Online
“Ninguém envelhece sozinho. Qual a sua rede de suporte?”, com Desiree Rodrigues da Veiga e Camila Rocha Ferreira.
Online · quartas, 20h
Acessar conteúdo : Longe Talks (abre em nova aba)Acompanhamento dos debates e dados apresentados, fundamentais para contextualizar os impactos econômicos e sociais mapeados pela pesquisa.
Apoio direto aos participantes no preenchimento do questionário da pesquisa.
Divulgação do estudo integrada à disciplina da Prof.ª Dr.ª Marisa Accioly.
Divulgação da pesquisa nas redes sociais da ONG Banda do Fuxico, ampliando o alcance da chamada por participantes.
“Sua história e suas redes de apoio importam!” — divulgação da pesquisa nas redes sociais do Centro de Documentação e Memória LGBTI (CEDOC LGBTI) e do ativista Toni Reis, ampliando o alcance da chamada por participantes.
Participação ativa e representação do projeto, com submissão, aprovação e exposição do resumo científico “Integração de Cuidados e Equidade: Do Mapeamento Global à Busca de Evidências de Validade da ERSSI para Velhices LGBTQIA+”.
Presencial · Rio de Janeiro, RJ
Matéria de divulgação e convocação de participantes no Portal do Envelhecimento e Longeviver, apresentando a equipe e os instrumentos da pesquisa (ERSSI e EVFAM-BR).
Artigo · Portal do Envelhecimento
Acessar conteúdo : Ajude a mapear o cuidado: participe da pesquisa sobre a rede de suporte aos idosos no Brasil (abre em nova aba)Apresentação dos resultados psicométricos da escala ERSSI, promovendo a visibilidade da pesquisa brasileira e o intercâmbio de evidências científicas com pesquisadores da área em âmbito global.
Presencial · RAI Amsterdã, Países Baixos
Artigo publicado no Portal do Envelhecimento e Longeviver, assinado por Desiree Rodrigues da Veiga, Camila Rocha Ferreira, Marisa Accioly Rodrigues da Costa Domingues e Flávio Rebustini.
Artigo · Portal do Envelhecimento
Acessar conteúdo : O “preço da aceitação”: cuidado familiar, invisibilidades e desigualdades no envelhecimento (abre em nova aba)“Evolução da produção científica sobre redes de suporte social de pessoas idosas LGBTQIA+: um panorama bibliométrico”, de autoria de Desiree Rodrigues da Veiga, aprovado para exposição.
Parque Ibirapuera, SP
Sua voz importa
Pessoas com 60 anos ou mais, autoidentificadas como LGBTQIA+, podem responder ao questionário online. A participação é anônima, sigilosa e leva aproximadamente 30 minutos.
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